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AMBIENTE DE EDUCAÇÃO DE TRÂNSITO FORMAL

Apesar do enfoque e valorização dada pela Lei 9.503/97 – o CTB, e suas resoluções quanto ao processo didático-pedagógico dentro dos Cetros de Formação de Condutores – CFCs, equivalendo-os à uma escola, a formação dos condutores não acompanhou o desenvolvimento histórico das tendências educacionais. A tendência tradicionalista está presente nos textos das leis e práticas dos CFCs, fato que ocorre em todos os setores desta instituição. Os administradores dos CFCs, salvo raras e honrosas exceções, visam principalmente o número de aprovação nos exames do DETRAN, para melhorar a imagem do seu estabelecimento. Os instrutores, por sua vez, transmitem o conteúdo de forma igual e linear, para alunos com interesses e situações diferentes. Na verdade são os exames (tipo de prova) que determinam a aplicação dos conteúdos, tanto para o curso teórico como para o prático. E com a teoria e prática caminhando em sentidos opostos, todo o processo de habilitação não passa de um mero cumprimento legal para o aluno. Ao CFC foi atribuída a responsabilidade de instituição de ensino, com título de “formador” em plena atividade escolar do Construtivismo, porém, continua formando condutores por métodos tradicionalistas, considerados inadequados à realidade dos candidatos e do trânsito também. Cabe ao CFC redefinir os papéis de cada membro da equipe de trabalho. O diretor geral, por exemplo, além de suas funções básicas determinadas por lei, deve estar consciente e bem informado sobre as ações que estão sendo realizadas dentro do seu CFC. Da mesma forma o diretor de ensino precisa ser um profissional com conhecimentos específicos na área pedagógica. Sua principal função é supervisionar e dar suporte aos instrutores durante o processo ensino-aprendizagem, realizando um planejamento integrado onde o instrutor prático reforce os conceitos já trabalhados pelo instrutor teórico. Já os instrutores, tanto teóricos como práticos, devem estreitar sua relação com o diretor de ensino, na busca de novos conhecimentos para a construção de metodologias mais apropriadas às necessidades dos alunos. Na sua prática diária o instrutor teórico deve, primeiramente, conhecer os objetivos de cada aluno, a fim de adequar os conteúdos à realidade vivenciada pelos mesmos. Como métodos facilitadores da aprendizagem, o instrutor pode utilizar-se de técnicas de discussão em grupo, recursos audiovisuais e materiais didáticos diversos, como apostilas, revistas, recortes de jornais ou jogos pedagógicos para adultos. O instrutor prático deve desenvolver as suas aulas, resgatando os conceitos teóricos já assimilados pelos alunos, aplicando-os nas mais diversas situações do trânsito. A avaliação das aulas teóricas deve exigir do aluno as informações que foram ensinadas e discutidas em sala de aula de forma gradativa, ou seja, durante todo o processo de ensino-aprendizagem. Para isso, o instrutor pode usar métodos variados, como estudo de casos, interpretação da lei e análise de situações reais do trânsito. Já a avaliação prática, esta também pode ser gradativa. Através de um acompanhamento diário do desenvolvimento das habilidades do candidato o instrutor irá medir a capacidade sua de prever situações de risco, de reconhecer a sinalização e regras de circulação. Além disso, será avaliada a correta utilização do veículo, o conhecimento sobre as leis de trânsito e o respeito aos outros usuários como pedestres, ciclistas, carrinheiros e etc. Este conjunto de novas ações pode proporcionar maior qualidade no processo de ensino-aprendizagem e remeter ao CFC uma estrutura real de instituição de ensino, realmente comprometida com a formação dos futuros condutores, através da prestação de serviços bem qualificados. A esperança é que a qualidade de ensino nos CFCs tenha como conseqüência a conscientização dos futuros condutores a respeito de seus direitos e deveres, contribuindo para a melhoria do trânsito.